Pezão diz que terá de tomar ‘medidas drásticas’ se não chover no Rio

Governador discutiu crise da água nesta quarta com a presidente Dilma.
Ele afirmou que não será cobrada sobretaxa por consumo até fevereiro

 

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), afirmou nesta quarta-feira (28), após se reunir com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, que vai “torcer muito” para que comece a chover no estado e o governo não necessite tomar medidas “drásticas” em relação ao consumo de água.

 

De acordo com o governador, se não chover o esperado para os próximos meses no Rio de Janeiro, a situação hídrica no estado se “agravará”.

 

Pezão afirmou que, por enquanto, não será cobrada sobretaxa para quem consumir água em excesso, “pelo menos em janeiro e em fevereiro”. O governador disse não cogitar rodízio ou racionamento de água no estado: “Agora, não”

 

“A gente vai intensificar o ritmo das obras [para garantir o abastecimento de água], que é o que a gente acredita. E agora é torcer muito para que comece a chover e torcer para que a gente não precise tomar outras medidas mais drásticas”, disse.

 

Indagado, ele não esclareceu quais seriam essas medidas. “Neste momento, a gente não quer tomar nenhuma dessas medidas [sobretaxa e racionamento] porque ainda não são necessárias, mas nada está afastado. Se essa seca se prolongar em fevereiro, março, abril, que é o período de chuva no Rio, vamos tomar outras medidas, mas ainda estamos estudando. Não tenho hoje uma definição”, declarou.

 

Campanha

 

Segundo Pezão, a reunião com a presidente serviu para mostrar a ela alguns projetos desenvolvidos no estado para garantir o abastecimento de água. O governador disse que nenhum pedido de obra emergencial foi apresentado.

 

Pezão disse que começou a estudar uma campanha educativa para orientar a população a consumir menos. Ele disse que conversou com os governadores Geraldo Alckmin (São Paulo) e Fernando Pimentel (Minas Gerais) sobre ações de conscientização desenvolvidas nesses estados.

 

“Nós vamos fazer uma grande campanha institucional. Estamos começando a pedir para as pessoas pouparem água, não esbanjarem. Vamos intensificar essa campanha enquanto tomamos diversas medidas”, afirmou o governador.

 

Antes do encontro com o governador do Rio, Dilma se reuniu com o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, que, após o encontro, afirmou que o estado terá racionamento “severo” se não chover nos próximos meses.

 

A seca que atinge principalmente os estados da região Sudeste é considerada pelo governo federal a pior dos últimos 84 anos. Na última sexta (23), seis ministros se reuniram no Palácio do Planalto na última sexta (23) para avaliar a situação. Após o encontro, Izabella Teixeira (Meio Ambiente) disse que o governo apoiará estados em obras para garantir o abastecimento.

 

Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/01/pezao-diz-que-tera-de-tomar-medidas-drasticas-se-nao-chover-no-rio.html

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